quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Retraída, exibida, deprimida

 


   Eu quero dizer, mas não posso. Se eu disser tudo o que tenho pra falar, não terei ninguém que quero. O silêncio é meu amigo, para me poupar da solidão.
   Quem me dera ser quem eu quero. Exibo algo irreal. Minto para todos, para mim.
   Penso em comprar uma nova vida, mas o preço é muito alto.
   Então, sigo com a esperança de amanhã ser melhor que hoje.
   E quem sabe eu não possa sorrir de verdade?
 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

"Auto-reconhecimento-dos-defeitos"



   Estou enfrentando uma época difícil da minha vida. É uma fase que eu vou chamar de fase do  auto-reconhecimento-dos-defeitos. Chegou o momento de refletir sobre minhas atitudes e as consequências delas. Mas a parte mais difícil, é reconhecer o quanto sou um estorvo na vida da maioria.
   Infelizmente, isso não é mentira. Vejo ao meu redor pessoas me evitando e cortando meus pensamentos ditos em voz alta. E o mais triste é normalmente perceber que sou a errada aos olhos dos outros.
   Não posso me vestir do jeito que eu quero ou cortar meu cabelo como bem entender, que sempre vai ter alguém com uma crítica totalmente filhadaputa e acabar com o meu dia. Enxergar que se é frágil e totalmente insegura, também não são pontos agradáveis de perceber sobre a própria personalidade.
   Mas se há algo que está me deixando realmente irritada, é o fato de eu não conseguir me controlar diante de coisas que eu deveria ignorar. E depois que acontece algo desse tipo, eu me sinto tão idiota... É chato se sentir idiota.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Esqueci

     


   Pensava que todas as pessoas já haviam sofrido por amor, só porque eu achava que era amor aquilo pelo qual tinha sofrido. Mas não é nada disso. Nada. Penso que sei tudo e rio do que pensei.
   Eu não lembro do meu passado. Quando quero recordar algo preciso fazer um esforço enorme com a minha mente. As coisas que vivi vão se diluindo em meio a pensamentos novos. Existiam coisas que eu jamais iria esquecer, como um cheiro, um beijo, uma palavra chave, o jeito de uma pessoa rir. Mas essas coisas simplesmente não fazem mais parte da minha vida. 
   Olho para trás e parece que eu sou uma platéia solitária, apenas vendo uma vida passar diante de meus olhos. Não era eu, era meu outro 'eu'. Um 'eu' que eu não sou mais. Meu 'eu' das lembranças é errado, mais errado do que agora, é infantil e faz bobagens maiores que a de agora.
   Gosto do que me tornei, do jeito que penso e como sei me defender bem melhor que antes. O mundo era um lugar do qual eu tinha medo.
   Não tenho mais medo. 
   Tenho medo sim. 
   Um pouco de medo faz bem. 
   Pelo menos de viver não tenho mais medo.
   Não sou mais a mesma de ontem, de cinco minutos atrás. 
   Agora eu sou eu. 
   Agora mudei. 
   Sou eu.
   

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O óbvio, é o que mais surpreende



     Lembra quando éramos unidas? Quando dividíamos tudo, sabíamos exatamente o que a outra estava pensando, nos amávamos tanto e nos conhecíamos tão bem.
     Lembra quando não nos desgrudávamos? Mesmo à distância, tu era meu confidente, meu diário. Sabia tudo de mim e sobre mim. Inventávamos rotinas e piadas apenas nossas.
     Lembra daquela viagem? Como foi bom ter a tua companhia naqueles dias em que estávamos angustiadas por amores que hoje nem nos fazem falta.
     Lembra do nosso sofrimento que não tinha fim? Tu sempre acabava convencendo a minha mãe pra gente ir pras festas, além de me pagar o ingresso e o cachorro-quente sem salsicha na saída.
     Lembra das nossas fotos na câmera analógica? Ainda guardo com muito carinho, nossas lembranças nas minhas agendas.
  
Passou!
Saudade.

     Lembra quando a gente não se falava? Ainda bem que me pediram pra ser tua companheira, veja quantos desafios nós já vencemos juntas! E quantas coisas em comum...
    Lembra quando eu te odiava? Ódio é uma palavra forte, mas com certeza eu não imaginava que seríamos tão cúmplices assim.
    Lembra quando a gente não tinha assunto nenhum? Tudo está tão diferente, cultivo um enorme carinho por ti e tu me faz companhia nas coisas de "criança".
    Lembra do nosso clube na sétima série? Várias gírias sem noção e um funk cabuloso embala as memórias dessa época. Só restou a nossa amizade, entre tantas... Que bom.

É ótimo ter vocês!
Agora.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um dia você vai rir disso tudo :)


  

     Quem já não ouviu a frase do título de alguém que lhe emprestou o ombro amigo, quando tu se debulhava em lágrimas ou estava putodacara?!
     TODO MUNDO JÁ OUVIU ESSA MALDITA FRASE, mas nunca conseguiu acreditar nela, não naquele momento.
     Depois que passar um tempão do momento em que tu afundou na lama, das duas uma (como diz minha querida mãe): tu vai se achar retardado e não vai rir, ou, tu vai rir e se achar idiota.
     Quando eu me acho retardada, eu tenho vontade de arrancar com uma pá aquela lembrança da minha mente. E quando eu me acho idiota, eu sinto uma estranha felicidade. Porque naquele "momento crise", um probleminha de nada, eu via como um problema em 3D e parecia que ele ia me atacar :S Mas aí bate uma tristeza, pois olho pra minha vida agora e vejo novamente problemas 3D, de jeito nenhum consigo pensar que um dia irei rir dessa desgraça. E o ciclo vai se repetir, se repetir, s...e... r...e...p...e...t...i...r... para sempre (até a morte) .
    Mas eu espero que quando eu me encontrar frente a frente com o meu último problema, eu tenha fôlego suficiente pra dar uma boa gargalhada na cara dele com o meu bafo de velhice :D